sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para refletir!

Recebi essa mensagem de uma pessoa querida... li e de fato me pus a refletir... achei interesante....

"Eu já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra me proteger, já dei risadas quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante."


Charlie Chaplin

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Expectativas

http://poeticas.wordpress.com/2007/03/22/expectativas
Cada dia que passa, começo a pensar sobre tudo o que ocorre em nossa vida. Parar para analizar sobre um ângulo sético, talvez, como é que funciona a máquina do mundo. A fábrica do tudo. e o que descubro, é que com mais e mais estudo, minhas expectativas sobre o futuro só aumentam, enquanto que a realidade se torna cada vez mais e mais distânte de meus pensamentos.

O grande fato é perceber… (ou talvez só) tentar entender o porquê de nossa vida ser formada por prantos, formada por sonhos despedaçados e ausência de príncipes – e princesas – encantados. Qual o sentido, afinal?Será que realmente não existe ninguém nesse mundo capaz de suprir nossas expectativas? De nos fazer imaginar “Poxa, essa é a pessoa ideal!”?

Descobri que cada dia que passo, começo a ficar mais louco se dou demasiada atenção a esse tipo de coisa. Mais! Começo a desacreditar nas pessoas, no “ser” e no “ser”, e isso me intriga. Acho que não custa nada, nem um pouquinho sabe, amar de vez enquando. É algo tão recompensador e engrandecedor que realmente não está nos milhões de livros de auto-ajuda um segredo para entender a mente louca de minha geração. Ou da nossa, se fores tu, leitor, de mesma época que o escritor.

O fato é que tenho expectativas demais. Creio ser esse o problema. Expectativas com relação a estudo, com relação a amigos, com relação a amores. Provavelmente, parte do mal está em mim, isso eu sei, mas até que ponto será que essa pútrida condição existencial não me deixou assim? Não sei… apenas compreendo que existem mais formas de se olhar o mundo.

Creio que a vida seja um enorme quebra cabeças, que tento decifar todos os dias de minha vida. Acho que só vou deixar de viver justamente quando o deixar de fazer… Talvez… Talvez um dia a recompensa por ser assim venha a calhar, com a solução de pelo menos metade dos problemas, e com uma boa dose de um sentimento que faz falta, vindo de alguém que também fará muita falta.

O olhar das humanas sobre as exatas, ou o olhar das exatas sobre as humanas… Acho que esse sou eu.

Um grande paradoxo, vivo e andante.

O morcego - Augusto dos Anjos

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

“Vou mandar levantar outra parede…”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, á noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!